Existe um romantismo em mim que sustento a todo custo. Que me sustenta a algum custo.Pensar muito estraga a esperança?
Tenho uma ideia. É um poema?
Poema não argumenta. mas poema é?
Mais uma forma onde se cabe o dito que hoje se pode dizer sem compromisso com o objetivo. Mas, forma ou formas, não é qualquer.
Qualquer coisa é arte? Qualquer coisa é música? Só estudo porque nada encaixa; porque nada é. Qualquer? Ou não? Onde ficamos?
O romantismo que carrego a todo custo é o que me permite achar, mesmo só um dia a cada seis meses, que ainda posso e devo escrever aqui, neste caderno.
Romantismo que me vem, mas que se desfaz em conteúdo e teoria e perde espaço – se deixar. Mas não deixo. Algo qui me impõe a necessidade de explicar, mas resisto e não explico. Explicar é mentir. Às vezes prefiro não mentir.
Estudo para me tornar uma grande mentirosa. Para dialogar com a mentira de todos os outros. Estudos-mentira que me cercam e me ensinam. “Aprender a pensar”?
Vivemos em um mundo que nos exige tão mais do que podemos em máxima ou qualquer potência vir a ser. Só posso aprender a mentir.
