6/10/11

dezembro 29, 2011

Existe um romantismo em mim que sustento a todo custo. Que me sustenta a algum custo.Pensar muito estraga a esperança?

Tenho uma ideia. É um poema?

Poema não argumenta. mas poema é?

Mais uma forma onde se cabe o dito que hoje se pode dizer sem compromisso com o objetivo. Mas, forma ou formas, não é qualquer.

Qualquer coisa é arte? Qualquer coisa é música? Só estudo porque nada encaixa; porque nada é. Qualquer? Ou não? Onde ficamos?

O romantismo que carrego a todo custo é o que me permite achar, mesmo só um dia a cada seis meses, que ainda posso e devo escrever aqui, neste caderno.

Romantismo que me vem, mas que se desfaz em conteúdo e teoria e perde espaço – se deixar. Mas não deixo. Algo qui me impõe a necessidade de explicar, mas resisto e não explico. Explicar é mentir. Às vezes prefiro não mentir.

Estudo para me tornar uma grande mentirosa. Para dialogar com a mentira de todos os outros. Estudos-mentira que me cercam e me ensinam. “Aprender a pensar”?

Vivemos em um mundo que nos exige tão mais do que podemos em máxima ou qualquer potência vir a ser. Só posso aprender a mentir.

Ric,

agosto 9, 2010

Maria

Imã

Irmã de mim

Lado que diz

Lado que pensa

Lado que faz só dó de mim

Lado a lado de maria mór

Morde com palavras maria só

mulher muleque

Mula

Se anula / se dura / se cura/ se desfigura

Se olha se cata se vê só assim

ingênuo

julho 13, 2010

Não sei se vomito ou fico

Não sei se escrevo ou não penso

Não sei se transformo ou deixo

Tenho medo da minha pequenez

/

Íntimo artista falido

óbvio consumido

me escrevo homem

certo que sou mulher

banda por um dia

junho 1, 2010

 

Banda por aí

Sem dor ao se fazer

Banda por aí

Somos nós  

Somos 

“let it be pure invention and sentiment”

Deixe ser  Sinto sobre que sinto

Pernas pra que te quero?

Se ao sair já não sei se vejo

Somos centelha no nada

Que se esburaca sem correção

Sem condução

Com condição

Somos só mais todo que escreve

Com dedos livres

sem paixão.

?

março 24, 2010

?

Entender dói

É ficar sem chão

É correr no nada

Rumo ao nada

Remo no vento

É a cor bege

É rasgar rumo ao bege

Sem sucesso

É a coisa

Antes e depois da coisa

É tudo menos a coisa em si

Mais tudo mais a coisa em si

É tudo e nada, uma mesma coisa

Uma mesma cor

Entender é arder

Sofrer

Doer

Até sangrar sem cor

Entender não é

Endender não chega

Entender não acaba

Entender esgota


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